terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

NARRATIVA JURÍDICA VALORADA (Parcial- a favor do réu)



NARRATIVA JURÍDICA VALORADA (Parcial- a favor do réu)


               Juca Cipó, 40 anos, Jagunço, foi preso em 07/05/99, sob a acusação de ter antecipado a morte de cinco pacientes em estado grave na UTT do Hospital Salgado Filho, no Méier,  pelo que foi indiciado.
           A direção do hospital, desconfiada do número elevado de mortes em determinados plantões, chamou a policia,alertada pela morte de cinco pacientes em 04/05/99, no plantão de Juca Cipó. Segundo a direção do hospital, nos três plantões anteriores, em que Juca Cipó não trabalhara, não houvera mortes. Comunicado do caso, Ronaldo Gazola,secretário municipal de Saúde, solicitou audiência especial com o secretário de segurança Pública, coronel PM Josias Quintal, em 06/05/99, que infiltrou policiais no hospital no dia seguinte. O coronel informa que foi ouvida uma auxiliar de limpeza, não identificada, que afirmou ter visto Edson aplicar uma injeção em um paciente, que morreu. Dada voz de prisão a Edson, às 9h, não houve reação por parte do auxiliar.
             O indiciado confirmou apenas cinco mortes. Conforme seu depoimento, antecipava as mortes dos pacientes com aplicações de ampolas de 10g de cloreto de potássio ou com o desligamento de aparelhos de respiração.
             Segundo Josias Quintal, Juca Cipó poderia estar envolvido numa rede que receberia comissões de funerárias:"Creio que as funerárias constroem uma rede de comissões, para informação sobre óbitos. Juca Cipó deve estar envolvido nisso. Ele diz ter matado cinco pacientes. Mas nós desconfiamos de mais de cem óbitos". Juca Cipó pondera que existe um esquema de comissões entre os funcionários/agências funerárias, mas apenas nos casos de óbitos motivados por acidentes de trânsito, porque envolvem o recebimento de seguro." Juca Cipó está na Divisão de Homicídios,aguardando o recebimento de mandado de prisão.


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